Água parada dá câncer
sentimento guardado dá dengue.
Sofro com as oscilações
de movimento e pausa.
Dias de fogo-ação
conquista de novos caminhos.
Cara de pau.
Dias de água-sentimento
isolamento, depressão.
Cara de paisagem.
Quisera unir as duas partes pra um café... ou quem sabe um chopp,
mas sempre estão desencontradas.
domingo, 15 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Mares

Ela num mar, ele no outro
Ele andando em cima das ondas
Ela olhando na linha do horizonte
Olhando e sonhando de olhos abertos
com o dia do retorno-tentativa.
Eram velhos conhecidos
trocavam sonhos, esperanças e saudades.
Ouviam o doce e ancioso cantar de um futuro encontro.
Acreditavam num solucionar da morte e numa possível vida latente saindo
pela janela de seus barcos que velejavam em mares tão diferentes.
Ele andando em cima das ondas
Ela olhando na linha do horizonte
Olhando e sonhando de olhos abertos
com o dia do retorno-tentativa.
Eram velhos conhecidos
trocavam sonhos, esperanças e saudades.
Ouviam o doce e ancioso cantar de um futuro encontro.
Acreditavam num solucionar da morte e numa possível vida latente saindo
pela janela de seus barcos que velejavam em mares tão diferentes.
Marcadores:
após ser abandonada por Teseu.,
Ariadne na Ilha
quarta-feira, 4 de março de 2009
Antes do mundo cair
No balanço Final de mais um ciclo
surge no finzinho do segundo tempo
aos 45 min. uma esperança:
"uma menssagem"
e ...
"é dela"
A gente aqui esperando essa tal Senhora Felicidade
roendo unha
bebendo lama
derramando o leite
pisando o pão...
e vendo o trem passar...
Não tinha vaga, "entre no próximo"
e é um tal de:
"o próximo"
"o próximo"
"o próximo"
que na verdade a única coisa
que se aproxima é o fim.
Mas... como nem tudo é martírio...
mesmo a poesia de dor
tem sua beleza
mesmo o drama
tem seu momento feliz
mesmo a solidão
tem espasmos de encontros.
Confesso que algo muito filosófico acontece em mim
quando penso na possibilidade
de estar ao seu lado.
Pára tudo!
Poesia de muito, é pouca!
surge no finzinho do segundo tempo
aos 45 min. uma esperança:
"uma menssagem"
e ...
"é dela"
A gente aqui esperando essa tal Senhora Felicidade
roendo unha
bebendo lama
derramando o leite
pisando o pão...
e vendo o trem passar...
Não tinha vaga, "entre no próximo"
e é um tal de:
"o próximo"
"o próximo"
"o próximo"
que na verdade a única coisa
que se aproxima é o fim.
Mas... como nem tudo é martírio...
mesmo a poesia de dor
tem sua beleza
mesmo o drama
tem seu momento feliz
mesmo a solidão
tem espasmos de encontros.
Confesso que algo muito filosófico acontece em mim
quando penso na possibilidade
de estar ao seu lado.
Pára tudo!
Poesia de muito, é pouca!
... não tinha teto, não tinha nada
Observávamos aquele casal bonito e estranho.
Era um Menino Peixe e uma Moça Borboleta Ancorada.
Pobre Moça.... com asas tão bonitas e saudávaies não conseguia
voar, pois tinha os pés presos ao chão.
Formavam um belo par não fosse o peso que a Moça carregava nos pés.
Sofria!
De longe víamos seu olhar duvidoso, inseguro e apaixonado que
avistava o Menino Peixe.
O Menino só na maré mansa ... levando a vida no bico...
e a Moça na lábia.
Era um bom Peixe, era do bem... mas
plantava sonhos na pobre cabeça da Borboleta.... que nem se quer voava.
Não chegava a ser tubarão, era um peixe pequeno e medíocre,
mas a Moça insistia em enaltecê-lo.
Eu e meu surreal marido olhávamos a cena da janela
de uma casa muito engraçada,
que não tinha teto, não tinha nada.
E ali ríamos dos desencontros de peixes e borboletas.
Aquela casa que não tinha nada foi o motivo de nossa união,
eu cuidava da comida, ele dos cabelos.
Tudo ali, naquela casa muito engraçada,
sem teto, sem nada...
mas onde, pessoas felizes, brincavam marchinhas de carnaval.
Era um Menino Peixe e uma Moça Borboleta Ancorada.
Pobre Moça.... com asas tão bonitas e saudávaies não conseguia
voar, pois tinha os pés presos ao chão.
Formavam um belo par não fosse o peso que a Moça carregava nos pés.
Sofria!
De longe víamos seu olhar duvidoso, inseguro e apaixonado que
avistava o Menino Peixe.
O Menino só na maré mansa ... levando a vida no bico...
e a Moça na lábia.
Era um bom Peixe, era do bem... mas
plantava sonhos na pobre cabeça da Borboleta.... que nem se quer voava.
Não chegava a ser tubarão, era um peixe pequeno e medíocre,
mas a Moça insistia em enaltecê-lo.
Eu e meu surreal marido olhávamos a cena da janela
de uma casa muito engraçada,
que não tinha teto, não tinha nada.
E ali ríamos dos desencontros de peixes e borboletas.
Aquela casa que não tinha nada foi o motivo de nossa união,
eu cuidava da comida, ele dos cabelos.
Tudo ali, naquela casa muito engraçada,
sem teto, sem nada...
mas onde, pessoas felizes, brincavam marchinhas de carnaval.
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