sair de cena
sair de mim
na vedade nunca estou em casa
vou me convidar para jantar
será que eu vou estar?
"ela saiu, só volta de madrugada" - o porteiro diz
A moça do querer está
em qualquer lugar
onde sua luz possa arejar
em garrafas de vinho
em rodas de amigos
em fotos antigas
numa dança onde se abra roda
compartilho logo existo!
por que?
porque ela só existe quando vc olha!
pára de olhar e eu descanso um pouco....
ela só pode oferecer a sua própria angústia
que não pára numa única taça medíocre de vinho
num único desejo
ou num fingido elogio.....
se bem que "ando tão à flor da pele..." que qualquer elogio me faz chorar
E só queria aquelas malditas palavras
ela cata
"Killing me softly with his song"
chora
bebe
fuma
dança
escreve
só faz
não quieta nunca
sofre
canta
arteira
dorme por favor!
pára!
não descansa nunca
amigas distantes.......
me lembram sempre quem eu sou.....
se sou...
ou se fui.
já nem sei........
ela foi
se foi
alô?
saiu.
e tem volta?
nunca se sabe.
Ela foi pra não voltar
dançou
cansou
tremeu
tudo rodou
não aguentou e ...
entregou os pontos
porque amanhã é dia de cidade maravilhosa
de feira
de ensaio
de calçadão
de encontrar e sorrir
porque vale a pena porque encontro
porque sou só encontro
libra no meio do céu
planetas que insistem em estar fora.....
eu os chamo . . .
mas eles preferem a multidão da famosa casa 11
e ela continua
terminando em vazios três pontinhos
terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Ele musical eu no silêncio
Abri meu caderno pra um estranho e ele gostou do que viu.....
foi só um jeito de Arnaldear
é indelicado tocar nos problemas?
e nas rendas?
Hoje tivemos leveza
Já não sei que dia é hoje
Na verdade nunca sei
Ando sempre fora do tempo
Sempre atemporal
Sempre com o poder da intemporalidade
Que diabo de palavra difícil!
Que coisa essa de não saber
De querer entender
E me faltam as palavras.....
Um mundo tão grande pra estudar
Que porra é essa?
Que dor é essa?
Que cala e que não sabe falar inglês!
Fiquei no caminho do diálogo,
Tentei um monólogo.....
Mas me parece tão chato
sem conflito
sozinho
Ando tão da noite
Tão...
à margem, clandestina
Quebrando mais regras, mais protocolos
Mais “achismos”
Com gringos
Com meninos
Sem me encontrar
Tanta gente e ninguém
Achei lindo quando vc me disse
“vc torna tudo tão vivo”
Músicas interrogativas me rondam...
Clichê. ok. ótimo. Vamos em frente mesmo assim,
Mesmo que nos critiquem... é só o que sabem fazer....
Porque senão o que poderiam fazer? criar?
Não acredito......
Porque falar de amor é clichê?
Foda-se.
O botão mágico do foda-se
e tudo caminha......
Saudade. Solidão. Medo e adrenalina
Vontade de arrancar a roupa e sair dançando nas esquinas, no meio da rua,
em mesas de sinuca
e agora toca uma música de fim de filme .... daquelas para gente chorar ... e entender
e foi nesse momento que vi
“uma estante cheia de livros entre a gente”
então fugi..... gritaram do alto
corra Lari corra!
e nessas andanças conheci um menino passarinho
amo tudo o que move
logo tudo o que voa.....
mas voa tão longe que........
nem sei......
foi só um jeito de Arnaldear
é indelicado tocar nos problemas?
e nas rendas?
Hoje tivemos leveza
Já não sei que dia é hoje
Na verdade nunca sei
Ando sempre fora do tempo
Sempre atemporal
Sempre com o poder da intemporalidade
Que diabo de palavra difícil!
Que coisa essa de não saber
De querer entender
E me faltam as palavras.....
Um mundo tão grande pra estudar
Que porra é essa?
Que dor é essa?
Que cala e que não sabe falar inglês!
Fiquei no caminho do diálogo,
Tentei um monólogo.....
Mas me parece tão chato
sem conflito
sozinho
Ando tão da noite
Tão...
à margem, clandestina
Quebrando mais regras, mais protocolos
Mais “achismos”
Com gringos
Com meninos
Sem me encontrar
Tanta gente e ninguém
Achei lindo quando vc me disse
“vc torna tudo tão vivo”
Músicas interrogativas me rondam...
Clichê. ok. ótimo. Vamos em frente mesmo assim,
Mesmo que nos critiquem... é só o que sabem fazer....
Porque senão o que poderiam fazer? criar?
Não acredito......
Porque falar de amor é clichê?
Foda-se.
O botão mágico do foda-se
e tudo caminha......
Saudade. Solidão. Medo e adrenalina
Vontade de arrancar a roupa e sair dançando nas esquinas, no meio da rua,
em mesas de sinuca
e agora toca uma música de fim de filme .... daquelas para gente chorar ... e entender
e foi nesse momento que vi
“uma estante cheia de livros entre a gente”
então fugi..... gritaram do alto
corra Lari corra!
e nessas andanças conheci um menino passarinho
amo tudo o que move
logo tudo o que voa.....
mas voa tão longe que........
nem sei......
sexta-feira, 4 de julho de 2008
cadernos
os cadernos já não me dizem apenas conceitos, cronogramas, me dizem palavras aleatórias subjetivas, poéticas-piegas, sujas-duras, concretas-dadaístas.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Mulher reticências
bolinhas misteriosas, lânguidas ...
aquosas,
femininas,
soltas
que deixam conceitos pairando no ar
. . .
não gosto de definir as coisas.
Prefiro deixá-las viver.
aquosas,
femininas,
soltas
que deixam conceitos pairando no ar
. . .
não gosto de definir as coisas.
Prefiro deixá-las viver.
sétimo andar
Coisas, muitas coisas acontecendo. Dentro e fora.
Mudanças aleatórias, sentimentos, espaços, pessoas. Com e sem sentido.
Num lugar- Maracaibo, numa pausa da vida. É estranho conseguir viver tanta coisa num momento em que nada aparentemente acontece.
O que acontece?
Danço na sala, ao som do Ipod nos ouvidos, vendo o dia amanhecer, fumando um cigarro.
Sento na janela do sétimo andar... vejo a silhueta da lagoa em contraste com um céu poético... fotográfico.
Ouço samba. Danço, canto em silêncio e me emociono. Não sou fumante, mas fumei um cigarro. Bêbada de whisky com energético.
Numa pausa latente a cidade ainda dormia...
e eu dançava, fumava, chorava,
sozinha
na janela do sétimo andar.
Mudanças aleatórias, sentimentos, espaços, pessoas. Com e sem sentido.
Num lugar- Maracaibo, numa pausa da vida. É estranho conseguir viver tanta coisa num momento em que nada aparentemente acontece.
O que acontece?
Danço na sala, ao som do Ipod nos ouvidos, vendo o dia amanhecer, fumando um cigarro.
Sento na janela do sétimo andar... vejo a silhueta da lagoa em contraste com um céu poético... fotográfico.
Ouço samba. Danço, canto em silêncio e me emociono. Não sou fumante, mas fumei um cigarro. Bêbada de whisky com energético.
Numa pausa latente a cidade ainda dormia...
e eu dançava, fumava, chorava,
sozinha
na janela do sétimo andar.
VIVA INQUIETAÇÃO
O tempo passa... tenho medo de quê? De não conseguir, de não conseguir o que quero.
O medo do não, da rejeição,
do se sentir feio, sujo, burro, de não ser bom, de não ser...
de se decepcionar
da morte,
da dor física,
do corte.
“Amelie querida ... você não se curvou, não se humilhou” ¹
O medo de amar, viva inquietação,
medo é estar vivo, é bom. É prudente.
isso que me causa pavor.
Ser assaltada
Estuprada
Violentada
Insultada
De um acidente
De cair...
Do avião, do carro
Do prédio cair
Da minha mãe morrer
De engravidar
De nunca ter filhos
De ver espíritos
De ver meu pai
De matar alguém
Pânico de não andar
De não dar certo na vida
de não realizar meus sonhos
de nunca ter um marido... de decepcionar as pessoas...
Ai vontade de ajoelhar, posição fetal, encolhidinha, num cantinho, a luz acessa, cobertor na cabeça...
Porta do armário fechada
Música pra dormir ou muito álcool na cabeça.
Então eu tinha medo dos gritos, das brigas, das pancadarias dos casais brigando.
Homens e mulheres bêbados, dirigindo carros, jogando roupas pela janela... medo de não voltar de uma onda...
Ficar drogada e nunca mais voltar. Perder a noção do real, perder o controle
Medo do mar
De me afogar
Mas nunca tive medo do amor. De amar, me entregar...
Ir no fundo, bem fundo, estar com alguém, sentir outro, se sentir,
trocar é bom. “The more I revolt, the more I make love” ²
Medo de me analisarem e criarem expectativas sobre mim as quais eu não possa suprir.
“expectativas desleais...” *
Medo da inveja.
“teoria da conspiração”
Basicamente medo de pessoas!
Medo de polícia, medo de ladrão
De armas... pra que armas?
Já diziam: faça amor, não faça guerra!
De não ser compreendida na minha caoticidade, num jeito de pensar e ver a vida..... meio casa 11.
Dormir
Dormir
Dormir
Dormir.........
Saudade
Tinha menos medo quando dormia com você
Me abraça, me aperta, me sito viva e tenho menos medo da morte.
Ansiedade.
Ansiosa
Ociosa
Ociosidade
Gera estresse
“Mãe onde fica Marcaibo?
Pra que lado esta a dor?
Vozes me enganam.” **
tensões no corpo
Músculos contraídos
Cobertas. Não durmo sem me cobrir
Proteção
E se todos os países entrassem em guerra?
Medo de você me deixar de não me amar
de amar outra pessoa...
Medo de perder a visão, de ficar cega, de ficar doente.... inválida.
Medo: viva inquietação.
Referências
1: trecho do Texto: A Mais forte
2: frase do chaveiro da loja TOTEM
* : música Vanessa da Mata
** : trecho do texto do espetáculo (des)esperar
O medo do não, da rejeição,
do se sentir feio, sujo, burro, de não ser bom, de não ser...
de se decepcionar
da morte,
da dor física,
do corte.
“Amelie querida ... você não se curvou, não se humilhou” ¹
O medo de amar, viva inquietação,
medo é estar vivo, é bom. É prudente.
isso que me causa pavor.
Ser assaltada
Estuprada
Violentada
Insultada
De um acidente
De cair...
Do avião, do carro
Do prédio cair
Da minha mãe morrer
De engravidar
De nunca ter filhos
De ver espíritos
De ver meu pai
De matar alguém
Pânico de não andar
De não dar certo na vida
de não realizar meus sonhos
de nunca ter um marido... de decepcionar as pessoas...
Ai vontade de ajoelhar, posição fetal, encolhidinha, num cantinho, a luz acessa, cobertor na cabeça...
Porta do armário fechada
Música pra dormir ou muito álcool na cabeça.
Então eu tinha medo dos gritos, das brigas, das pancadarias dos casais brigando.
Homens e mulheres bêbados, dirigindo carros, jogando roupas pela janela... medo de não voltar de uma onda...
Ficar drogada e nunca mais voltar. Perder a noção do real, perder o controle
Medo do mar
De me afogar
Mas nunca tive medo do amor. De amar, me entregar...
Ir no fundo, bem fundo, estar com alguém, sentir outro, se sentir,
trocar é bom. “The more I revolt, the more I make love” ²
Medo de me analisarem e criarem expectativas sobre mim as quais eu não possa suprir.
“expectativas desleais...” *
Medo da inveja.
“teoria da conspiração”
Basicamente medo de pessoas!
Medo de polícia, medo de ladrão
De armas... pra que armas?
Já diziam: faça amor, não faça guerra!
De não ser compreendida na minha caoticidade, num jeito de pensar e ver a vida..... meio casa 11.
Dormir
Dormir
Dormir
Dormir.........
Saudade
Tinha menos medo quando dormia com você
Me abraça, me aperta, me sito viva e tenho menos medo da morte.
Ansiedade.
Ansiosa
Ociosa
Ociosidade
Gera estresse
“Mãe onde fica Marcaibo?
Pra que lado esta a dor?
Vozes me enganam.” **
tensões no corpo
Músculos contraídos
Cobertas. Não durmo sem me cobrir
Proteção
E se todos os países entrassem em guerra?
Medo de você me deixar de não me amar
de amar outra pessoa...
Medo de perder a visão, de ficar cega, de ficar doente.... inválida.
Medo: viva inquietação.
Referências
1: trecho do Texto: A Mais forte
2: frase do chaveiro da loja TOTEM
* : música Vanessa da Mata
** : trecho do texto do espetáculo (des)esperar
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
O Importante

Fantástico porque pulsa, sozinho porque particular....... Realmente vivi, ele tinha razão não importa se chorei ou se sofri....Sempre no mais de mim, num compasso perdido de intensidade. É o meu sangue latino me tirando do normal, me fazendo errar o passo, passando sempre de cotidiano à teatral, eu diria até novelesco ou quem sabe grotesco. Sonhando com um outro eu que não existe, uma de mim que sorria na raiva, que se comportava na dor e sempre com os olhinhos cheios de água fixados no futuro..... na imensidão do horizonte e tentando alcançar o inatingível ........ a verdadeira "circunstância favorável" porque tropeço no caminho, me embaraço nas idéias, me mato nas palavras, mas que nunca chega esse bendito local imaginado de sonhos tão queridos e cultivados...... vazios, decepções, papelão! emoção fugindo do pé, da unha, do fígado, da língua afiada...... errei, chorei, disse sem pensar ...... mas ele continua certo o importante é que emoções eu vivi.
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