Observávamos aquele casal bonito e estranho.
Era um Menino Peixe e uma Moça Borboleta Ancorada.
Pobre Moça.... com asas tão bonitas e saudávaies não conseguia
voar, pois tinha os pés presos ao chão.
Formavam um belo par não fosse o peso que a Moça carregava nos pés.
Sofria!
De longe víamos seu olhar duvidoso, inseguro e apaixonado que
avistava o Menino Peixe.
O Menino só na maré mansa ... levando a vida no bico...
e a Moça na lábia.
Era um bom Peixe, era do bem... mas
plantava sonhos na pobre cabeça da Borboleta.... que nem se quer voava.
Não chegava a ser tubarão, era um peixe pequeno e medíocre,
mas a Moça insistia em enaltecê-lo.
Eu e meu surreal marido olhávamos a cena da janela
de uma casa muito engraçada,
que não tinha teto, não tinha nada.
E ali ríamos dos desencontros de peixes e borboletas.
Aquela casa que não tinha nada foi o motivo de nossa união,
eu cuidava da comida, ele dos cabelos.
Tudo ali, naquela casa muito engraçada,
sem teto, sem nada...
mas onde, pessoas felizes, brincavam marchinhas de carnaval.
quarta-feira, 4 de março de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
A janela sempre fechada. Ela lavava os pratos e aquilo era uma espécie de terapia como um ópio para apagar a sensação de claustrofobia que aqueles buracos enormes na parede (tampados com vidro) causavam.
Ela só queria ver a primavera entrar.
O verão já havia chegado doce como canela, mas....
os cabelos dela e das outras continuavam presos.
Não pegava nem as chuvas de verão ...
tinha um pedaço de vida preso naquelas janelas.
Quantos orifícios tampados.
Quantos buracos blindados.
Quanta vida lá fora...
Sonha com o vento que iria soltar seus cabelos
como aquele vento antigo chamado Saulo, agora Zéfiro.
Um amigo que trazia boas vibrações ... e notícias de um sol que descansava numa casa de número 7.
E se quebrasse o vidro?
E se matasse o minotauro?
Não... era como deixar aquela areia no biquíni depois de um dia de praia ou como um gosto amargo na boca ou como brigar com uma das partes de um todo.
Queria apenas ver a primavera entrar soprando suave
cantigas que me lembram
a paz que nunca tive
mas sempre sonhei
ou as flores na janela
que ainda abrirei.
Ela só queria ver a primavera entrar.
O verão já havia chegado doce como canela, mas....
os cabelos dela e das outras continuavam presos.
Não pegava nem as chuvas de verão ...
tinha um pedaço de vida preso naquelas janelas.
Quantos orifícios tampados.
Quantos buracos blindados.
Quanta vida lá fora...
Sonha com o vento que iria soltar seus cabelos
como aquele vento antigo chamado Saulo, agora Zéfiro.
Um amigo que trazia boas vibrações ... e notícias de um sol que descansava numa casa de número 7.
E se quebrasse o vidro?
E se matasse o minotauro?
Não... era como deixar aquela areia no biquíni depois de um dia de praia ou como um gosto amargo na boca ou como brigar com uma das partes de um todo.
Queria apenas ver a primavera entrar soprando suave
cantigas que me lembram
a paz que nunca tive
mas sempre sonhei
ou as flores na janela
que ainda abrirei.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Luzes Astrais
No Planeta harmônico solar branco
com macacos auto existentes vermelhos
e cristais cósmicos amarelos
sonhos de olhos abertos
realidades de pura cegueira
materialismos de falta de percepção
o todo desconectado
a moça desfocada
a lente embaçada
o filme lavado
abri o diafragma e vi
luzes astrais
brancos espirituais
cegueira iluminada
foi sua lente
que me captou
num lance de pura
presença
era só um cachorro cósmico branco
brincando no jardim
da mente
com macacos auto existentes vermelhos
e cristais cósmicos amarelos
sonhos de olhos abertos
realidades de pura cegueira
materialismos de falta de percepção
o todo desconectado
a moça desfocada
a lente embaçada
o filme lavado
abri o diafragma e vi
luzes astrais
brancos espirituais
cegueira iluminada
foi sua lente
que me captou
num lance de pura
presença
era só um cachorro cósmico branco
brincando no jardim
da mente
sábado, 6 de dezembro de 2008
No jardim, Flores Astrais sob teus pés
quem és?
Deusa-menina ?
Vênus ou Afrodite?
Cólica ou Cistite?
É mania de feminino
mas aparente jeito de menino
Um bom disfarce
O encanto provoca o impasse
Luz da lua esconde a beleza feminina
Mas no fundo alma de menina
quem és?
Deusa-menina ?
Vênus ou Afrodite?
Cólica ou Cistite?
É mania de feminino
mas aparente jeito de menino
Um bom disfarce
O encanto provoca o impasse
Luz da lua esconde a beleza feminina
Mas no fundo alma de menina
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
te amo
te amo
te amo
mesmo sem te conhecer
amo o que sonho
sonho com você
talvez seja loiro
talvez moreno
quem sabe
novo
mas de preferência
solto
entregue
amável
a procura
ao encontro
ao acaso
e no caso
me encontre
pode um caso
comigo ter
mas se por descaso
me esquecer
deixo a casa
e caso
com outro talvez
te amo
te amo
mesmo sem te conhecer
amo o que sonho
sonho com você
talvez seja loiro
talvez moreno
quem sabe
novo
mas de preferência
solto
entregue
amável
a procura
ao encontro
ao acaso
e no caso
me encontre
pode um caso
comigo ter
mas se por descaso
me esquecer
deixo a casa
e caso
com outro talvez
domingo, 23 de novembro de 2008
seis e vinte
O Relógio da sala sempre marcava 18:20. Ou seria 06:20?
Não se sabe ao certo.
A questão era que naquela casa o tempo parecia não passar.
Entravam e saíam.
Os dois sentávam-se à mesa; às vezes sem conversar; outras trocavam poucas palavras.
Mas algo havia mudado naquela sala.
um quê de vazio e de decepção.
Os outros que foram embora deixavam lacunas difícies de serem preenchidas.
Os dois que ficaram resistiam às goteiras na sala...
ao mofo da parede e ao desgaste mental que aquele relógio na parede imprimia
com suas sempre 18 horas e 20 minutos. Ou seriam 06 horas e 20 minutos?
Essa dúvida eles nunca conseguiram decifrar.
Pois naquela mesa daquela sala se encontravam à luz do dia e da noite...
sem um padrão repetitivo ou linear de tempo.
podiam ser nas madrugadas... esses encontros sem dúvida eram mais felizes... tortos, sorridentes, embaralhados....
Os que seguiam nas manhãs eram embaraçosos... outros ... entediantes ...
mas sempre se encontravam ali.
Naquela mesa , daquela sala com goteira, olhando para aquele relógio parado.
Não se sabe ao certo.
A questão era que naquela casa o tempo parecia não passar.
Entravam e saíam.
Os dois sentávam-se à mesa; às vezes sem conversar; outras trocavam poucas palavras.
Mas algo havia mudado naquela sala.
um quê de vazio e de decepção.
Os outros que foram embora deixavam lacunas difícies de serem preenchidas.
Os dois que ficaram resistiam às goteiras na sala...
ao mofo da parede e ao desgaste mental que aquele relógio na parede imprimia
com suas sempre 18 horas e 20 minutos. Ou seriam 06 horas e 20 minutos?
Essa dúvida eles nunca conseguiram decifrar.
Pois naquela mesa daquela sala se encontravam à luz do dia e da noite...
sem um padrão repetitivo ou linear de tempo.
podiam ser nas madrugadas... esses encontros sem dúvida eram mais felizes... tortos, sorridentes, embaralhados....
Os que seguiam nas manhãs eram embaraçosos... outros ... entediantes ...
mas sempre se encontravam ali.
Naquela mesa , daquela sala com goteira, olhando para aquele relógio parado.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
O conto do ônibus

Fazia passeios de ônibus, sempre musicais.
Passeios musicais. No ônibus.
Mesmo quando calava ou dormia ainda queria cantar
Não achava nessas estradas um onde no qual pudesse soltar essa voz e esse movimento
Sentia um vazio provocado pela falta de espontaneidade e ainda queria correr meio mundo
A Mocinha do ônibus
Olhando pela janela enquanto o motorista a guiava em um novo caminho
ficou encantada com as estátuas de um velho e glamuroso cemitério
Que almas seriam estas que se guardavam entre tanta beleza antiga....
Escutava música estrangeira sem entender uma palavra...
Mas cantava sem deixar sair nenhum som
Seu sonho era dançar no metrô
Perhaps?
No ônibus ouvia musica, dançava, cantava, vivia amores, tudo de olhos fechados, sentadinha,
Nos seus sonhos transeuntes .....
Em seus silêncios musicais
Seus silêncios de movimento
Andar naquele veículo era sonhar
dar asas àquelas guitarras pretas da camisa branca
Mocinha sonhadora
“queria um beijo de cinema americano”
e um lugar pra cantar e sorrir
Uma história na qual pudesse ser a heroína
Um final feliz
E um caminho lúdico
No qual as pessoas dançam no meio da rua como em filmes musicais
Onde as pessoas sobem em cima da mesa, num restaurante chique
Onde o cobrador canta uma canção e os passageiros respondem em coro.
A moça do caixa larga seu posto e rodopia pelo supermercado
Os policiais largam suas armas e se beijam
Passeios musicais. No ônibus.
Mesmo quando calava ou dormia ainda queria cantar
Não achava nessas estradas um onde no qual pudesse soltar essa voz e esse movimento
Sentia um vazio provocado pela falta de espontaneidade e ainda queria correr meio mundo
A Mocinha do ônibus
Olhando pela janela enquanto o motorista a guiava em um novo caminho
ficou encantada com as estátuas de um velho e glamuroso cemitério
Que almas seriam estas que se guardavam entre tanta beleza antiga....
Escutava música estrangeira sem entender uma palavra...
Mas cantava sem deixar sair nenhum som
Seu sonho era dançar no metrô
Perhaps?
No ônibus ouvia musica, dançava, cantava, vivia amores, tudo de olhos fechados, sentadinha,
Nos seus sonhos transeuntes .....
Em seus silêncios musicais
Seus silêncios de movimento
Andar naquele veículo era sonhar
dar asas àquelas guitarras pretas da camisa branca
Mocinha sonhadora
“queria um beijo de cinema americano”
e um lugar pra cantar e sorrir
Uma história na qual pudesse ser a heroína
Um final feliz
E um caminho lúdico
No qual as pessoas dançam no meio da rua como em filmes musicais
Onde as pessoas sobem em cima da mesa, num restaurante chique
Onde o cobrador canta uma canção e os passageiros respondem em coro.
A moça do caixa larga seu posto e rodopia pelo supermercado
Os policiais largam suas armas e se beijam
um sonho tipo sessão da tarde
Tudo em movimento
E o povo todo nesse harmônico
Uma felicidade que contagia
Um sonho que grita
A mocinha sonhava.... no automóvel em movimento
Mas ônibus parou. Chegou o seu ponto. O som desligou.
E ela voltou para sua realidade silenciosa e parada.
Tudo em movimento
E o povo todo nesse harmônico
Uma felicidade que contagia
Um sonho que grita
A mocinha sonhava.... no automóvel em movimento
Mas ônibus parou. Chegou o seu ponto. O som desligou.
E ela voltou para sua realidade silenciosa e parada.
Marcadores:
foto de pina baush
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Todas as cartas de amor...
Fernando Pessoa (Poesias de Álvaro de Campos)
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos, 21/10/1935
Fernando Pessoa (Poesias de Álvaro de Campos)
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos, 21/10/1935
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Com açúcar
Só por hoje eu quis morrer
queria morrer só um pouquinho
parar. parar de pensar.
parar e resolver.
um dia pra resolver a vida
uma pausa no tempo
na vida...
se eu pudesse adiantar, passar as fases ruins
pular para o próximo capítulo.
Episódio de hoje:
"o silêncio" ou "o vazio"
Mas, a vida não pára. tenho que continuar.
alguém se foi. um alguém deixou outro alguém,
não que isso seja importante, não é.
nem verdadeiro, não é.
nem se quer amável. é apenas uma mentira para preencher minha alma vazia.
vazia de sentido. vazia de mim.
e não me venha com sua filosofia budista, taoista, mazoquista,
do quinto dos infernos!
não me venha com frases prontas de e-mail coletivo!
Vá pra puta que paril com suas receitas pra dor de cotovelo, pra dor de amor,
pra saudade. angustia. solidão. vazio.
Não tem remédio.
Dorme que passa.
pois já não bebe, não fuma, não come, não trepa.
dorme que passa.
seria ótimo!
relaxar, sentir o ar entre os músculos, o mar nas costas e um céu azul me abraçando
e um sol dourado me acariciando ...
tipo poesia brega de banca de revista
tipo cafonisse intelectual como didria Veloso.
tipo pieguice de quem sofre porque perdeu uma paixão
é só alguém fugindo da culpa de ter se apaixonado,
ou de ter acreditado nisso
de não ter se entregado mais ou de ter se entregado tanto
pensou tanto que fundiu...... não viveu.... sofreu com
uma porra de um psicologismo espiritual........
quer saber? não se explica!
tava era curtindo a vida
e vc?
vai me dizer que estava rezando?
azar o seu, a comida estava ótima e a sobremesa também!
ha! com açúcar por favor! muito açúcar!
queria morrer só um pouquinho
parar. parar de pensar.
parar e resolver.
um dia pra resolver a vida
uma pausa no tempo
na vida...
se eu pudesse adiantar, passar as fases ruins
pular para o próximo capítulo.
Episódio de hoje:
"o silêncio" ou "o vazio"
Mas, a vida não pára. tenho que continuar.
alguém se foi. um alguém deixou outro alguém,
não que isso seja importante, não é.
nem verdadeiro, não é.
nem se quer amável. é apenas uma mentira para preencher minha alma vazia.
vazia de sentido. vazia de mim.
e não me venha com sua filosofia budista, taoista, mazoquista,
do quinto dos infernos!
não me venha com frases prontas de e-mail coletivo!
Vá pra puta que paril com suas receitas pra dor de cotovelo, pra dor de amor,
pra saudade. angustia. solidão. vazio.
Não tem remédio.
Dorme que passa.
pois já não bebe, não fuma, não come, não trepa.
dorme que passa.
seria ótimo!
relaxar, sentir o ar entre os músculos, o mar nas costas e um céu azul me abraçando
e um sol dourado me acariciando ...
tipo poesia brega de banca de revista
tipo cafonisse intelectual como didria Veloso.
tipo pieguice de quem sofre porque perdeu uma paixão
é só alguém fugindo da culpa de ter se apaixonado,
ou de ter acreditado nisso
de não ter se entregado mais ou de ter se entregado tanto
pensou tanto que fundiu...... não viveu.... sofreu com
uma porra de um psicologismo espiritual........
quer saber? não se explica!
tava era curtindo a vida
e vc?
vai me dizer que estava rezando?
azar o seu, a comida estava ótima e a sobremesa também!
ha! com açúcar por favor! muito açúcar!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
A VIDA É UM MUSICAL
"You can dance ..."
E eu danço
A vida é um musical
e as pessoas insistem em ficar paradas
Vamos solte !
"You can dance ...
Having the time of your life"
Sim você!
eu!
eles, elas!
A VIDA É UMA ÓPERA
salte
rebole
mova-se
sinto-me viva porque danço
porque mexo
porque movo
sinta a música
"holiday, celebrate ...
Just one day out of life "
desenterre as sapatilhas
alongue esse corpo
está entrevado
tire suas travas
mexa esse bum bum
vc é um ser vivo
dançante
"Music makes the people come together"
escute a música do universo
o transe
transcenda
sinta-se assim nos anos 80
sinta-se livre
liberdade é poder se movimentar
livre-se de vc
que eu me livro de mim
cante
A vida é um musical
"You can dance ..."
sorria
a vida é só uma
amanhã não existe
porque vc vai embora
eu vou embora
e a sala ficará vazia
só os crédito finais
restos de pipoca ...
mas a música continua
ela está dentro de vc
"You can dance ..."
jovem ou velho
solte. voe. ame.
E simplesmente dance
vc vai se sentir vivo
mesmo que do outro lado do atlântico
vc também sabe mexer
"You can dance ..."
no Brasil, em Portugal, na Grécia, no Japão
"You can dance ..."
A vida é um musical
E eu danço
A vida é um musical
e as pessoas insistem em ficar paradas
Vamos solte !
"You can dance ...
Having the time of your life"
Sim você!
eu!
eles, elas!
A VIDA É UMA ÓPERA
salte
rebole
mova-se
sinto-me viva porque danço
porque mexo
porque movo
sinta a música
"holiday, celebrate ...
Just one day out of life "
desenterre as sapatilhas
alongue esse corpo
está entrevado
tire suas travas
mexa esse bum bum
vc é um ser vivo
dançante
"Music makes the people come together"
escute a música do universo
o transe
transcenda
sinta-se assim nos anos 80
sinta-se livre
liberdade é poder se movimentar
livre-se de vc
que eu me livro de mim
cante
A vida é um musical
"You can dance ..."
sorria
a vida é só uma
amanhã não existe
porque vc vai embora
eu vou embora
e a sala ficará vazia
só os crédito finais
restos de pipoca ...
mas a música continua
ela está dentro de vc
"You can dance ..."
jovem ou velho
solte. voe. ame.
E simplesmente dance
vc vai se sentir vivo
mesmo que do outro lado do atlântico
vc também sabe mexer
"You can dance ..."
no Brasil, em Portugal, na Grécia, no Japão
"You can dance ..."
A vida é um musical
Flores Mortas
Hoje Comprei flores mortas
Assim disse o moço da floricultura.
Mas chamá-las de mortas me parece um insulto!
São apenas de mentira
Tudo o que é mentiroso está morto?
Naquele momento entendi que sim
Vivo é aquilo que pulsa, sofre, sorri, canta e
Invariavelmente dança.
Mesmo que parado. Mesmo que sem ritmo. Mesmo que sem ponta.
Não importa.
Entendi.
Mortas porque sem vida
Percebi que o interessante não era serem perfeitas
Podiam ser tortas, feias, estranhas
O importante é que fossem vivas
e isso é uma tarefa difícil
num mundo de plástico
e flores mortas.
Assim disse o moço da floricultura.
Mas chamá-las de mortas me parece um insulto!
São apenas de mentira
Tudo o que é mentiroso está morto?
Naquele momento entendi que sim
Vivo é aquilo que pulsa, sofre, sorri, canta e
Invariavelmente dança.
Mesmo que parado. Mesmo que sem ritmo. Mesmo que sem ponta.
Não importa.
Entendi.
Mortas porque sem vida
Percebi que o interessante não era serem perfeitas
Podiam ser tortas, feias, estranhas
O importante é que fossem vivas
e isso é uma tarefa difícil
num mundo de plástico
e flores mortas.
Assinar:
Postagens (Atom)
