sexta-feira, 30 de julho de 2010

Gata Escaldada

Tão vazia

Me preenchendo de comida

Doces, chocolates, massas, gordurices

De pênis, pau, pinto,

Rolha, taça, vinho.

Roupa, sapato, batom, revista da moda

Shake que emagrece

Elogio fingido

De quem só quer me devorar

Chupar as coxinhas e jogar fora a cabeça.

Assim, nua, deitada, penso em ser inteira

em não precisar de toda essa tralha

Isso não é nenhuma novidade

É só papo de gata escaldada

Pausa.

Hora da faxina.

Solto verso, solto rima

Junto essa porcaria toda e jogo no lixo.

Não se iluda,os cafajestes vão junto!

As porcarias que me engordam, a informação desnecessária,

meus ódios, rancores, que me deixam pesada.

Deixa sair....

E que entre coisa nova

Vento arejado

Luz clareando a alma.

1 comentários:

  1. e que coxas!!!!
    que ódio, nojo e culpa me dá vezenquando....

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